Uma brasileira, três experiências em Angola

Ela nunca havia saído do Brasil, mas um convite em sua pós-graduação iniciaria uma jornada sem precedentes, conheça a história de Gisele.

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Como tudo começou…
Setembro de 2012. Em sua aula de pós-graduação a professora anuncia uma vaga para enfermagem em um curso básico de atendimento pré-hospitalar para passar três meses em Angola. O convite deixou Gisele muito fascinada. Ela fez a inscrição, participou da entrevista, passou, e lá estava Gisele desembarcando em Angola.
Depois de muita expectativa, havia chegado ao seu novo desafio. Mas as primeiras sensações descritas por Gisele foram conflitantes: “O primeiro sentimento foi de insegurança mesmo. Mas que graças a Deus durou pouco tempo”.
O que fez Gisele mudar esse sentimento? O acolhimento das pessoas. A equipe com quem trabalharia tinha um preparo para o recebimento dos estrangeiros. “Fui muito bem acolhida pela equipe. E depois com as pessoas que fariam o curso”, contou.
Mal sabia ela que esses três meses eram apenas o início…
2012, 2013 e 2014:
Passados os seus três meses em Angola, Gisele retoma a sua vida no Brasil. No entanto, um novo convite a fez retornar para Angola em 2013. Mas agora ao invés de meses ela passaria um ano!
Em 2014, mais um convite, mais uma oportunidade: novas experiências sendo vividas pela brasileira. Diante dessa grande possibilidade, diferentes olhares foram construídos da mesma Angola.

Arte experiências
A Angola de Gisele
Muitas pessoas dizem que brasileiros e angolanos tem as suas semelhanças. Mas cada país tem as suas particularidades e preciosidades. Essa reflexão foi um ponto chave durante a conversa com Gisele: “O que me fez permanecer aqui, primeiro foi a oportunidade de conhecer gente diferente, de conhecer uma cultura diferente, embora as pessoas falem que a gente é muito parecido, tem bastante coisas que são conflitantes. Então é importante aprender a conviver com isso, a desenvolver uma outra maneira de ver as pessoas, de entendê-las. Acho que isso é o que encanta também”.
O trabalho em Angola
Oportunidades. Assim Gisele define o exercício profissional em Angola. Um local com escassez de mão-de-obra e que abraça a capacitação e conhecimentos estrangeiros. “A escassez de profissional aqui, te dá mais campo para você desenvolver o que você quer, desde que você tenha vontade, tenha ânimo para trabalhar, aqui tem essa oportunidade”, ela reforça.
Para as pessoas que também tem o sonho de trabalhar em Angola, Gisele dá seu conselho: “Quando as pessoas vêm aqui para a Angola em busca de experiência pessoal e profissional, e principalmente pelo apelo financeiro, que elas venham e exercitem bastante a humildade e a simplicidade. Aqui a gente vive em uma realidade de uma maioria muito pobre. Então é não se esquecer disso. O principal é a gente respeitar muito esse lugar”.

Diário de bordo

Gisele 2013

“Foto tirada em julho de 2013 na província de Malange, onde conheci esta senhora que gentil e carinhosamente me amarrou o lenço, bem típico daqui e me chamou para conhecer a casa dela (ao fundo). Foi extremamente emocionante pra mim.” Relato de Gisele.

Gisele 2014

“Foto de maio/2014, no Forte de Luanda.” Relato de Gisele.

 

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